Se a vida contemporânea convoca muitas facetas de uma mulher, nenhuma delas precisa se sobrepor à outra. É a partir dessa observação que a Beira Rio apresenta “Plural”, abrindo uma nova temporada cuja imagética é desenhada em torno de Camila Queiroz, embaixadora da marca de calçados femininos, e dando continuidade a uma conversa construída em conjunto sobre autenticidade, autonomia e uma moda capaz de acompanhar a vida como ela acontece.
“Plural. Muitas versões. Uma essência” parte de uma constatação intuitiva e cada vez mais perceptível no lifestyle: diferentes camadas podem coexistir sem que uma delas precise definir o todo. Profissão, laços, experiências e mudanças formam o mosaico da trajetória de cada mulher e encontram no sapato uma base segura para articular o desejo de ver-se bela, a praticidade que o cotidiano exige e o conforto que torna essa convivência possível. As circunstâncias mudam, as cadências também. A identidade preserva seu eixo.
Camila é muitas. E quem não se enxerga um pouco aqui? Atriz, apresentadora, modelo, mulher e parceira, agora também vivendo a maternidade, ela atravessa diferentes cenas da própria vida sem precisar assumir um personagem para cada uma delas. E, em todas, continua inteira.
“Será que a gente precisa ser uma única versão de si para ser vista? Eu já me fiz essa pergunta muitas vezes. Hoje sinto que, quanto mais coisas cabem na minha vida, mais importante é continuar me encontrando em todas elas e continuar sabendo quem eu sou. Posso mudar de ritmo, de abordagem e até de jeito de me vestir, sem precisar deixar nenhuma parte de mim para trás”, comenta Camila Queiroz.
É justamente aí que “Plural” aterrissa, incorporando alma e, por que não, aura a uma das estações mais calorosas e expressivas do calendário fashion. Sua dimensão mais humana não está na tentativa de mostrar uma Camila diferente a cada close, mas na liberdade de uma mesma mulher definir como quer aparecer a cada momento.
Moda fácil, uma linguagem que agrega sem uniformizar
No território da moda fácil, em que a Beira Rio tem autoridade, a arquitetura dos takes guarda pequenas revelações, despertando afinidade, espelhamento e modos singulares de estar no mundo.
Na sequência de frames e no fashion film, a narrativa é editorializada não apenas por aesthetics ou trending topics, mas sobretudo pelas categorias de calçados que se afirmam pela relação direta com o uso diário: flats, inclusive em versões lace-up e com palmilhas estampadas; papetes; sandálias que emprestam altura inteligente com saltos absolutamente comfy; scarpins cap toe de volta ao radar, com bico em material ou cor contrastante; além das sapatilhas, em pleno comeback, fazendo menção ao craftmade.
No menu de lançamentos em evidência nos pés de Camila, tramados artesanais, transparências em vinil, recortes a laser e gemas elevam o clássico com um twist charmoso. Entre as sandálias, as thong sandals se destacam, especialmente nas propostas que reúnem o efeito jelly da tira em Y ao formato anabela. Em conjunto, esses shapes habilitam as transições do guarda-roupa.
A Beira Rio lê a moda e a vida ao mesmo tempo. Camila corporifica essa síntese, enquanto tendências e sinais de comportamento são transportados para os calçados, onde assumem a forma de códigos e recursos de valor que não se esgotam no hype e geram visuais de circulação infinita. O produto é assimilado de imediato: a mulher identifica onde ele encontra lugar no closet, nos seus rituais e até em uma noção íntima de pertencimento.
Do comportamento à moda, o cool respira diferente
A ambientação mimetiza a lógica de “Plural” sem rivalizar com o storytelling. Madeira, ângulos retos e mobiliário de contornos sinuosos criam uma atmosfera clean, marcada pelo contraste entre geometria e fluidez. Há ecos do design escandinavo e de um minimalismo orgânico, próximo ao japandi. A luz dá densidade aos volumes sem perder leveza, acentua uma assinatura fresh e dissolve qualquer rigidez visual.
É nesse enquadramento que Camila ganha ainda mais nitidez. O acting é apurado, marcado por pausas, direção de olhar e movimentos discretamente contidos. O simbólico reside na conjunção entre as partes, sem que uma delas se imponha isoladamente. Há uma ousadia proposital no gesto: preciso, elegante, consciente de si.
O styling, regido por uma atitude effortless (sem esforço aparente), celebra uma feminilidade despretensiosa. Outfits de linhas puras, moldados pela monocromia, partem de peças familiares ao closet feminino, mas ganham potência pelo corte, pela proporção e pela versatilidade de repertório. O básico ocupa o centro, mas seus desdobramentos no vestir se multiplicam.
Beleza possível, reconhecimento real
A make se soma ao dress code da campanha, criando um equilíbrio bem dosado sem desaparecer atrás dele. Pele leve, bem soft, olhos discretamente marcados, com acabamento mate e esfumado suave, e cabelos que alternam entre o ponytail (rabo de cavalo) sleek (superliso) e fios soltos, com modelagem sutil, compõem um resultado chic, com esmero e sem afetação. Polimento, sem artificialização.
E a luminosidade não termina no rosto. Dos pés à cabeça, acentos de brilho se distribuem em doses calculadas: nas joias, nas pedrarias, nas fivelas e nos enfeites metalizados aplicados aos cabedais de flats e papetes. Intervenções delicadas que não ocupam o primeiro plano e enfatizam um princípio que percorre toda a campanha: força de expressão dispensa exageros.
E quem não gosta quando uma preferência recebe aquela validação espontânea? O elogio, o olhar apreciativo que demora um segundo a mais, aquela pergunta inevitável, “que linda, de que marca é?”, se convertem em provas sociais de que a produção acertou o ponto. Beira Rio, claro.
Talvez por isso revisitar, recombinar e até repetir itens também tenha ganhado outro significado. Um look que já se tornou coringa pode seguir resolvendo o hoje e reaparecer amanhã com outro propósito. A vaidade continua ali, mas já não depende de uma obrigação performática para causar impacto.
“Eu gosto de beleza quando ela acrescenta, não quando compete. Ser notada pela intenção, para mim, é muito mais interessante do que ser percebida pelo excesso”, confidencia Camila Queiroz.
Esse sentimento de permanência também encontra respaldo na atuação ecoeficiente da Beira Rio, reconhecida com o selo Origem Sustentável Diamante. Afinal, optar por moda com sentido também é cultura: amplia o valor da escolha, reposiciona o desejo e favorece uma relação mais consciente com aquilo que se compra, usa e mantém em circulação.
